Há mais de três meses, diversos trabalhadores terceirizados da limpeza de nossa universidade estavam sem receber seus salários, seus acréscimos por insalubridade, ticket alimentação e vale-transporte por uma crise de planejamento e, principalmente, de orçamento da UFRJ.

 

Somada à insatisfação dos trabalhadores que não conseguiam sustentar suas famílias, em fevereiro, o Governo Federal, sob a perspectiva de "Pátria Educadora", anunciou o corte de 7 bilhões de reais para educação, precarizando ainda mais nossa vida acadêmica: o acesso às bolsas que garantem a permanência de muitos de nós, atraso na construção de novos alojamentos, bandejões, pouco quadro de professores, etc.

 

Como se não fosse o bastante, nosso ex-diretor da Poli, Prof. Ericksson, em seu último ato como Superintendente Geral de Assuntos Estudantis, anunciou o corte da Bolsa Auxílio e Permanência (BAP) para os estudantes cotistas que acabaram de ingressar na universidade que contavam com o apoio irrestrito para se manter na UFRJ.

 

Depois de muita mobilização nos últimos Conselhos Universitários (Consuni), diversos estudantes e trabalhadores conseguiram que seus direitos fossem atendidos.

 

 

 

Os terceirizados da limpeza começaram a receber seus salários nessa última quarta (11.03) e, hoje, os estudantes que ocuparam o Consuni conseguiram que a BAP voltasse a ser irrestrita (direito até o final do ano), e que a reforma do alojamento voltasse a entrar em discussão.

 

Como todas as reivindicações foram atendidas depois de muita mobilização e organização, as aulas iniciarão na próxima segunda (16.03), sinalizando que esse semestre não é apenas a engenharia que está virando do avesso.

 

Quer se informar mais? Acesse: http://www.caeng.poli.ufrj.br/…/bl…/26-entendendo-o-problema